MANUELA AZEVEDO
É a voz dos Clã e os Clã constituem um
dos projectos musicais mais aliciantes dos últimos anos
em Portugal. Refugiada na sua casa campestre de Vila do
Conde, Manuela Azevedo é licenciada em Direito por
Coimbra, inscrita na Ordem dos Advogados desde 1995. Na
intimidade surge como uma excelente pianista, mas foi a
sua presença nos Clã que a projectou. Começou por ser
convidada, como revelação nacional, a integrar o
projecto «Afinidades», lançamento da Expo-98. Em 1996
representou Portugal na International Songwriters
Competition, em Manila, Filipinas. O segundo álbum do
grupo, Kazoo, editado em 1997, assegura-lhe o prémio «Blitz»
para a Melhor Voz Feminina Nacional. Semanário Expresso (31/10/1998) Tímida como uma menina de colégio, quando pisa um palco embriaga-se de energia e transforma-se numa verdadeira fera. Manuela Azevedo, a voz da banda portuense Clã, nasceu em 1970, em Vila do Conde. Se não fosse vocalista dos Clã, seria uma "advogada descontente e uma fumadora inveterada". Tem um Curso Geral de Piano num bolso e uma licenciatura em Direito no outro. Do Direito quis muito pouco. Inscrita na Ordem de Advogados desde 1995, exerceu a profissão durante uns meses. Com a música é diferente. Chegou a trabalhar como pianista acompanhadora, nos tempos de estudante universitária. Descobriu o gosto pelo acto de cantar era já finalista em Coimbra. O tédio que sentia perante as resmas que tinha de apreender levou-a a aceitar o convite de Hélder Gonçalves - mentor dos Clã e amigo de longa data. (...) Ana Cristina Pereira, Público (02/09/2000) |
COLABORAÇÕES EM DISCOS DE OUTROS ARTISTAS
| Ornatos Violeta - Cão
(Polygram, 1997)
« Líbido» e «Letra S» |
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| Três Tristes
Tigres - Comum (EMI, 1999)
« (Falta) Forma» |
"Eu gosto muito de a ouvir cantar e resolvi falar com ela. Tivemos apenas dois dias para trabalhar em conjunto, e por isso acaba por não ser um trabalho muito desenvolvido. O arranjo foi desevolvido entre a Manuela e a Ana (Deus)". Alexandre Soares in Blitz |
| Trovante - Uma Noite Só
(EMI, 1999)
« Perigo» |
Comentários sobre o Concerto |
| Carinhoso -
Carinhoso (Tejo/Zona Música, 2002)
«Carinhoso»
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"Entretanto, descobrimos que quer eu quer o Fernando éramos grandes admiradores da voz da Manuela Azevedo. Não a conhecíamos pessoalmente mas desafíamo-la e aceitou. E foi ela que decidiu que ia cantar a música em português de Portugal e não do Brasil..." José Peixoto in Blitz |
| José
Peixoto - Aceno (Zona Música, 2003)
«Caixinha de Pandora»
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«Manuela Azevedo é uma
repetente, ja tinha participado no anterior, Carinhoso. Desta vez
passou-se de forma muito natural. José Peixoto compôs uma canção, onde
ouvia a voz da vocalista dos Clã. Expôs-lhe o problema, enviou-lhe uma
maqueta e ela aceitou o convite. «Sou um fã assumido da Manuela Azevedo,
gosto muito dela quer como artista quer como pessoa». Depois pediu a
Sérgio Godinho que escrevesse a letra e nasceu a «Caixinha de Pandora».
Jornal de Artes e Letras |
| Mola
Dudle - O Futuro Só Se Diz em Particular (Ananana, 2003)
«Árvore» |
«(O Mário Barreiros) sugeriu-nos a Manuela Azevedo para cantar na «Árvore» e em três takes ela gravou-o na perfeição. Ficámos arrepiados com a interpretação dela.» Nanu (Mola Dudle) in Blitz |